sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pintura na Vila do Gerês no «Auditório Professor Doutor Emídio Ribeiro»

Exposição de Artes Plásticas - Pintura na Vila do Gerês

No âmbito das comemorações do dia do Município, em Terras de Bouro,que se celebra no dia 20 de Outubro, vai estar patente ao público uma exposição de artes plásticas intitulada «Paradoxos...Senda da Luz», da autoria de Luzia Ferreira Teixeira - Lucy Bream.
Esta exposição vai estar patente nos dias 20 a 23 de Outubro, no Auditório do Centro de Animação Termal do Gerês.

Obras de arte e cultura orgulham terrabourenses

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Obras de arte e cultura orgulham terrabourenses

Terras de Bouro comemorou o Dia do Município com uma série de divulgações culturais que decorreram no Auditório Professor Doutor Emídio Ribeiro. Animada pelos sons dos mais belos fados nacionais, interpretados por Isilda Miranda, esta cerimónia – realizada em dia de feriado no concelho – serviu para apresentar o livro do terrabourense Agostinho Moura, 'Memórias Geresianas', e a nova obra da autoria da professora Rosa Fernanda da Silva, intitulada 'O Gerês: de Bouro a Barroso'. Trata-se de uma obra de reflexão sobre o passado, o presente e as potencialidades futuras da zona do Gerês, em termos sociais e económicos.
Durante a manhã deste 20 de Outubro foi ainda inaugurada a exposição de pintura 'Paradoxos... Senda da Luz', da autoria de Luzia Teixeira, artista nascida em Chorense e radicada em Guimarães.
Há 497 anos, o Rei D. Manuel I concedia a Carta de Foral à “Terra de Boyro”, como então era designada, em 20 de Outubro de 1514.No entender do presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Joaquim Cracel, esta foi uma cerimónia “simples, mas muito digna”, em que o objectivo passava precisamente por enaltecer a cultura e a arte terrabourense.
“Decidimos, à semelhança do que aconteceu em 2010, enriquecer a nossa arte, a nossa cultura, a nossa memória colectiva, a nossa história, a nossa geografia humana e rural e o conhecimento sobre o nosso concelho através de duas obras escritas sobre a nossa identidade, admiravelmente multifacetadas, e através da pintura de uma terrabourense. Assumimos esta missão de engrandecer o nosso concelho como um dever e como uma honra. E consideramos que o Dia do Município é a melhor ocasião para o reforço deste desenvolvimento histórico, cultural, científico, geográfico, etnográfico e artístico”, referiu o edil.
No entender do autarca terrabourense, em tempos de dificuldades económicas, “podemos e devemos cancelar apoios, adiar obras que não sejam estritamente necessárias, alterar projectos de modo a torná-los menos dispendiosos”. No entanto, “não podemos esquecer e adiar a divulgação da nossa história, da nossa cultura e da nossa arte”.“Ao apoiar a publicação destes dois livros e ao divulgar uma pintora de Terras de Bouro, a Câmara Municipal contribui decisivamente para o engrandecimento do nosso concelho. A qualidade destas obras e trabalhos justificam o nosso apreço e os autores justificam a nossa admiração e o nosso aplauso. Este momento é, sem dúvida, mais um marco na história nas comemorações do Dia do Município”, considerou.
Joaquim Cracel assegurou, ainda, que o município tem procurado “valorizar e apoiar o que é de Terras de Bouro”, desde autores a obras, instituições e associações. “Se um dia me perguntarem o que fizemos de útil ou de significativo ao longo do nosso mandato autárquico, que já (ou ainda) vai a meio, estes dois livros e esta exposição de pintura serão, de certeza, mencionados como obras que marcam a nossa passagem pela gestão municipal”, refere, defendendo que “pela qualidade das obras, pelo perfil dos autores e pelo contributo que prestam ao concelho, são motivo de orgulho”. “E é com orgulho que devemos celebrar o Dia de Terras de Bouro”, rematou.
Presentes, no auditório do Centro de Animação Termal do Gerês, estiveram os autarcas municipais e das diferentes freguesias, bem como o director do parque Nacional da Peneda-Gerês e o vice-presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal.Agricultura e turismo são áreas oportunas
No âmbito da participação no seminário promovido pela Braga - Capital Europeia da Juventude 2012, intitulado ‘Empreendedorismo Sustentável’, Joaquim Cracel defendeu que a agricultura e o turismo são as duas grandes áreas que oferecem oportunidades às gentes de Terras de Bouro.
“Tanto a agricultura como o turismo são as duas maiores potencialidades que o nosso concelho oferece aos mais jovens”, defendeu o autarca de Terras de Bouro, no seminário que teve lugar em Braga, no fim de semana passado. O presidente da Câmara salientou que, no último ano, foram implantados no concelho, três produções na vertente da produção de gado bovino. Duas delas já estão no terreno e a terceira ainda se está a instalar. Carvalheira, Covide e Santa Isabel do Monte são as freguesias que acolhem estes projectos.
“Quanto ao turismo, há ainda muitas oportunidades para aproveitar. Temos realmente oferta de alojamento e turismo rural - e que este ano até tiveram uma grande procura - mas faltam actividades de animação turística, que sirvam de entretenimento para os seus tempos livres que aqui passam”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro.
Fonte: Terras do Homem, em 27-10-2011

“A arte é um modo de preservação dos valores sociais”

Luzia Ferreira Teixeira: “A arte é um modo de preservação dos valores sociais”

Obras de arte e cultura orgulham terrabourenses
Nasceu, em 1965, em Saim, freguesia de Chorense, numa altura em que aí não havia luz eléctrica e nem chegava estrada. Saim era um lugar isolado. Todas os seus habitantes, para se deslocarem a Chorense ou à sede do concelho, faziam-no por maus caminhos e a pé. No entanto, desde tenra idade que Luzia Teixeira despertou para as artes.
Esta talentosa artista plástica terrabourense foi crescendo e a sua obra também. A prová-lo estão as dezenas de exposições individuais e colectivas realizadas, na última década, em território nacional e no estrangeiro, nomeadamente no Luxemburgo, França e Itália.
O Dia do Município de Terras de Bouro, marcado pela cultura, assinalou a inauguração de uma exposição de pintura ‘Paradoxos… Senda da Luz’, de autoria de Luzia Teixeira.
Casada e com dois filhos, Luzia Teixeira adoptou o nome artístico de ‘Lucy Bream’. A esta Formadora de Artes Plásticas e organizadora de eventos socio-culturais “tudo serve de motivo para uma observação mais atenta e pormenorizada”.Aos 14 anos, na Árvore - Escola Artística e Profissional, em Guimarães, a pintora começou a dominar as técnicas, os materiais e a enfrentar os críticos. Os seus estudos estendem-se, aliás, a diversas zonas, como Vieira do Minho, Guimarães, Porto e Barcelona.
Confessando-se uma amante de Terras de Bouro, principalmente das paisagens naturais que lhe servem de inspiração para muitas das suas criações, Lucy Bream acaba por se fixar em Guimarães, onde tem residência e atelier. Lucy utiliza os materiais com técnicas de artes plásticas, num estilo muito próprio, na pintura, na escultura, em ilustrações e nas artes decorativas.
No que diz respeito à experiência profissional, Luzia Teixeira já executou, entre outras, as funções de Técnica de Auditoria e Formação. Actualmente, as suas actividades dividem-se entre a pintura, as ilustrações, a escultura, as artes decorativas e a organização de eventos sócio culturais.
“Terras de Bouro e o Gerês são a minha fonte de inspiração e renovação”
A exposição apresentada por Lucy Bream, na Vila do Gerês, é uma colecção sobre o tema ‘Paradoxos… Senda da Luz’. As obras que seleccionou representam elementos do percurso que a ligam a Terras de Bouro e a Guimarães e, ao mesmo tempo, com a amplitude que observa a mitologia ligada ao Universo. A ideia da técnica inédita desenvolvida – através da qual todas as pinturas são admiráveis em plena escuridão, “surgiu durante as sessões passadas num ambiente compenetrado na natureza e nos planetários”. Os temas a representar, esses, “foram inspirados durante os últimos percursos” que a levaram “do alto da Serra do Gerês, até ao mar”, bem como pelo “impacto e o caloroso acolhimento” que sentiu em 2008, ao representar Terras de Bouro na vila de St. Arnoult, em França.
A temática da obra resulta da constatação da artista de que, em cada obra, para além da representação directa, há sempre duas ou mais mensagens, que só quem a conhece muito bem ou com quem partilhou o momento de inspiração é capaz de as assimilar na totalidade. “Mas, em todas, de um modo ou de outro verificam-se paradoxos”, explica Luzia Teixeira, defendendo que “uma obra é como uma escritura, na qual cada um lê o que quer”.
Esta artista executa obras de artes plásticas, pintura, ilustrações, escultura, artes decorativas e movimentos artísticos colectivos. As correntes artísticas, pelas quais “inconscientemente” se deixa conduzir, são o naturalismo com algum realismo, impressionismo e expressionismo à mistura, “mas a forte tendência é o surrealismo e abstracção geométrica, embora num estilo muito próprio”. “Não represento com formas e texturas infantis, mas procuro satisfazer e maravilhar um público infantil e jovem, ao mesmo tempo, tento a despertar a criança que existe dentro de nós”, explicou.Desde a infância, Luzia Teixeira despertou para o gosto pelas cores, formas e palavras. “Encontrei nas Belas Artes e nas Artes Plásticas um modo de ser e estar na vida, e um meio de divulgar a mensagem que sinto”, referiu, acrescentando que o seu objectivo passa por se conseguir dedicar-se “a tempo inteiro, viver pela arte e continuar a superar todas as expectativas”. “O Gerês e Terras de Bouro são a minha origem, a fonte de inspiração e renovação que me ajuda a recarregar as energias para qualquer realização”, acrescentou.
Tal como qualquer artista, também Lucy Bream se debate com problemas como a “sustentação pela arte” ou de promoção, aceitação e colaboração, principalmente daqueles que a rodeiam e “com poucos conhecimentos” sobre a arte que lhe “corre nas veias”.
Desde 2000, altura em que começou a apresentar-se com projectos convictos e experientes, Luzia Teixeira desenvolveu cinco colecções: ‘Viagem no Tempo’, ‘Mundo Selvagem’, ‘Gerês, Terras de Bouro - Paraíso Minhoto’, ‘Cidade, Berço Colorido’ e ‘Paradoxos… Senda da Luz’. A primeira, já terminada, conta com 50 obras, enquanto as outras ainda estão em desenvolvimento. “A melhor e que mais gosto, é esta colecção que estou a expor e a desenvolver, por um todo”, assegurou a artista, lembrando que “a pior foi, sem dúvida, a primeira, ‘Viagem no Tempo’, “pela exteriorização de sentimentos muito profundos e a confrontação com realidades marcantes”.
Esta terrabourense conta já, desde 2003, com 46 exposições colectivas e individuais, em Portugal e além fronteiras, e com outras 25 dos seus alunos das actividades de artes plásticas.“Poucos são os que estão devidamente preparados para apreciar um evento artístico”
Terras do Homem: Acha que os portugueses, e em particular os habitantes desta região, estão mais sensibilizados para a importância da arte? Que papel atribui à arte no mundo em que vivemos?
Luzia Teixeira: A valorização de uma obra de arte é uma questão de conhecimento. Poucos são os portugueses ou os habitantes desta região que estão devidamente elucidados e preparados para apreciar um evento artístico ou valorizar uma obra de arte. A cultura portuguesa está mais direccionada para o utilitário e o perfeccionismo. Valorizando qualquer obra ou objecto, mesmo que não seja considerada uma obra de arte, mas que seja elaborada com hiper-realismo. E é mais apreciada uma boa reprodução tipográfica ou fotográfica.
Para mim, o papel da Arte é uma forma de divulgar, conhecer a cultura e o modo de vida de uma pessoa ou de um povo, é um registo da sociedade actual e das civilizações passadas para o presente e para posterioridade. É um modo de preservação dos valores sociais.
TH: Que diagnóstico faz do consumo de arte em Portugal?
LT: O consumo de arte em Portugal é relativamente baixo, só é adquirido por coleccionadores e apreciadores que, no caso da arte que elaboro, são poucos. Para a população em geral é um bem dispensável.
TH: Acha que a arte tem tendência a perder importância na vida das pessoas, em detrimento das novas tecnologias de informação e de outras necessidades mais prementes face à crise financeira dos últimos anos?
LT: Embora ache que os valores se estejam a perder, quem valoriza algo, aprecia sempre e cada vez mais. Naturalmente que quem tem conhecimento saberá o quão importante é investir em obras repletas de mensagens e únicas, e nunca as desvalorizarão em detrimento de quererem adquirir reproduções feitas em série, mais económicas, elaboradas pelas tecnologias actuais.Gostos e preferências
Onde reside?
Em Guimarães.
Profissão?
Formadora e Artista de Artes Plásticas.
Últimas férias?
Foram em Itália.
Último hobby?
Associativismo, voluntariado, montanhismo e caminhadas.
Almoço de hoje?
Os meus hábitos alimentares são macrobióticos e em função das minhas necessidades. Alimento-me como é óbvio, para sobreviver.
Marca de roupa que usa?
Gosto de me agradar e sentir bem comigo mesma.
Último livro que leu?
Deliciei-me com as recentes edições de três dos meus amigos escritores e poetas: 'O Preço da Vitória', de Angelino Pereira; 'Divagações - A Flor da Alma e do Mar', de Donzília Martins; e 'Coração de Algodão' de João Luís Dias.
Último filme que viu?
'Harry Potter e as relíquias da Morte' e 'Insidious'.
Onde gostaria de morar?
Para além de Guimarães, gostaria de viver em Terras de Bouro e/ou Barcelona.
Que profissão gostaria de ter?
Profissionalmente sinto-me realizada. Estou a trabalhar no sentido de que, em breve, me possa dedicar à minha arte a tempo inteiro.
Férias preferidas?
Visitas culturais, praia e montanha.
Passatempo preferido?
Em casa, a reflexão no silêncio, escrever e entretenimentos em família. Na rua, contemplar a natureza e ambientes sócio culturais.
Marca de roupa preferida?
Como já o disse antes, gosto de me agradar e sentir bem comigo mesma.
Livro preferido?
'Elementos de Arqueologia e Belas Artes', de Manuel Aguiar Barreiros, e 'Amor Mais Alto', de Arcediago João B. Lourenço Ínsuelas.
Filme preferido?
'Avatar'.
Fonte: Terras do Homem, em 27-10-2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"O Município de Terras de Bouro irá assinalar, no dia 20 de Outubro, o Dia do Município, ..."

 

Terras de Bouro em Festa com Dia do Município e Festa de São Martinho no Gerês

O Município de Terras de Bouro irá assinalar, no dia 20 de Outubro, o Dia do Município, data em que, em 1514, o Rei D. Manuel I lhe atribuiu a Carta de Foral. No documento, que é feito em pergaminho e com uma bela iluminura na capa, sendo uma peça de rara beleza e título de orgulho dos terrabourenses, são identificados um conjunto de freguesias e lugares que se podem considerar as povoações fundadoras do Concelho e que constituem o núcleo central do actual território onde se integram as 17 freguesias.

O feriado municipal será, desta feita, comemorado na Vila do Gerês. No Auditório Prof. Dr. Emídio Ribeiro, do Centro de Animação da estância termal e com início previsto para as 10:00h, a efeméride será assinalada com um programa de carácter cultural que incluirá, além da inauguração de uma exposição da pintora terrabourense Luzia Teixeira, intitulada “Paradoxos…Senda da Luz”, a apresentação de duas obras literárias. A primeira, da autoria do Sr. Dr. Agostinho Moura, cujo título é “Memórias Geresianas” e o segundo livro, da autoria da Profª Drª Rosa Fernanda Moreira da Silva, denominado “O Gerês: de Bouro a Barroso, Singularidades Individuais e Dinâmicas Territoriais” .

No mesmo fim-de-semana, a 22 e 23 de Outubro o Município organiza na sede do concelho e à semelhança dos anos anteriores, a “Festa de São Martinho nas terras do Gerês”, evento que pretende divulgar e valorizar as potencialidades económicas, turísticas e culturais de Terras de Bouro e do Gerês. Além de expositores com actividades variadas que se concentrarão no Largo Padre Martins Capela, o acontecimento terá, na temática da animação, a música tradicional e popular com ranchos folclóricos de Terras de Bouro e “Augusto Canário e Amigos”, sem esquecer as desfolhadas e o tradicional magusto, corrida de cavalos, realização do “Trilho dos Moinhos” e um seminário, na tarde de sábado, dedicado ao “Empreendedorismo Sustentável”. Sem dúvida, temáticas que irão garantir momentos agradáveis para quem aprecia a genuinidade destas terras.

Por último, de referir a presença em Terras de Bouro de uma comitiva de vinte pessoas de Saint Arnoult en Yvelines, localidade francesa que regista uma forte implantação de emigrantes portugueses, nomeadamente, terrabourenses. A delegação francófona irá realizar, em conjunto com as respectivas famílias portuguesas de acolhimento, uma série de actividades de carácter turístico e cultural, no âmbito do processo de geminação iniciado em 2004. Mais uma vez, a iniciativa tem por objectivo a aproximação social e cultural das duas comunidades, enquadrando-se tal acção no aprofundamento e desenvolvimento de um espírito europeu que se quer forte e multifacetado. De salientar a projecção turística que Terras de Bouro e o Gerês têm com este tipo de actividades, já que, posteriormente, se realizará também uma visita terrabourense a França, além da criação óbvia de laços de afinidade entre as famílias envolvidas e que já proporcionou até hoje intercâmbios de vária ordem, nomeadamente, culturais, desportivos e gastronómicos.
A comitiva francesa é chefiada pela autarca de Saint Arnoult-en-Yvelines, Françoise Poussineau e pela Presidente da Comissão de Geminação, Collette Bumillier, esperando-se que a estadia consolide ainda mais este projecto de geminação.
 Sexta, 14 Outubro 2011

Memória do Gerês reforça orgulho...

Correio do Minho Memória do Gerês reforça orgulho
Publicação : Correio do Minho: www.correiodominho.com a 2011 -10-21
O Município de Terras de Bouro manifestou ontem todo o seu orgulho ao celebrar o dia da concessão do Foral, há 497 anos, com a apresentação de dois livros que reforçam a sua identidade e abrir uma exposição que a reconstrói através da pintura.

Orgulho foi a palavra mais vezes repetida pelo presidente Joaquim Cracel, na sessão solene realizada no auditório do Centro de Animação Termal do Gerês, onde estiveram os autarcas municipais e das freguesias, actuais e antigos, bem como o director do parque Nacional da Peneda-Gerês e o vice-presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal.

Na mesa estavam os autores dos livros que foram apresentados, Agostinho Moura e prof. Rosa Fernandes da Silva, bem como a pintora Luzia Teixeira, para além de outro geresiano ilustre, o doutor Carvalho Guerra que apresentou o livro de memórias do Gerês da autoria do director do jornal “Geresão”.
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No Centro de Animação Termal da Vila do Gerês celebrou-se o Dia do Município

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

terrasbouro.blogspot.com


No Centro de Animação Termal da Vila do Gerês celebrou-se o Dia do Município

O feriado municipal no nosso concelho foi comemorado no Auditório Professor Doutor Emídio Ribeiro que acolheu a sessão oficial.
Desta cerimónia destacamos a apresentação de dois livros, um do terrabourense Agostinho Moura, director do jornal “Geresão”, “Memórias Geresianas”, e outro da autoria da professora Rosa Fernanda da Silva intitulada “O Gerês: de Bouro a Barroso, Singularidades Individuais e Dinâmicas Territoriais”.
Durante a manhã foi, ainda, inaugurada a exposição de pintura “Paradoxos... Senda da Luz”, da artista terrabourense Luzia Ferreira Teixeira.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Memória do Gerês reforça orgulho...

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011


Memória do Gerês reforça orgulho...

O Município de Terras de Bouro manifestou ontem todo o seu orgulho ao celebrar o dia da concessão do Foral, há 497 anos, com a apresentação de dois livros que reforçam a sua identidade e abrir uma exposição que a reconstrói através da pintura.
Orgulho foi a palavra mais vezes repetida pelo presidente Joaquim Cracel, na sessão solene realizada no auditório do Centro de Animação Termal do Gerês, onde estiveram os autarcas municipais e das freguesias, actuais e antigos, bem como o director do parque Nacional da Peneda-Gerês e o vice-presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal.Na mesa estavam os autores dos livros que foram apresentados, Agostinho Moura e prof. Rosa Fernandes da Silva, bem como a pintora Luzia Teixeira, para além de outro geresiano ilustre, o doutor Carvalho Guerra que apresentou o livro de memórias do Gerês da autoria do director do jornal “Geresão”.
A sessão foi animada por oito fados interpretados pela jovem Isilda Miranda que se prepara para lançar um CD em Dezembro. Com 17 anos, a jovem cantora, natural de Celeirós, tem vindo a dedicar-se ao fado desde 2007, tendo participado na Operação Triunfo no ano passado. “Sei de um rio”, “Búzios”, “Ó gente da Minha Terra”, “Chuva” e “Uma Casa portuguesa” foram alguns dos clássicos interpretados pela aluna da Escola Infante D. Henrique, em Ruílhe.Joaquim Cracel começou por evocar o foral entregue a Boyro, em 20 de Outubro de 1514, pelo rei D. Manuel I, tendo justificado o apoio a estes dois livros com a necessidade de “enriquecer a nossa memória” porque estas obras f alam da “nossa identidade colectiva” como acontece com a pintura da terrabourense Luzia Teixeira, radicada em Guimarães.
No seu entender, “o dia do Município de Terras de Bouro é a melhor ocasião para o fazer, reforçando a nossa identidade cultural, geográfica, patrimonial e etnográfica”.
Mesmo em tempo de crise, Joaquim Cracel referiu que “não podemos adiar a divulgação da nossa história, cultura e da nossa arte” e sustentou que “a qualidade das obras justificam o nosso apreço e os autores merecem o nosso aplauso e admiração”.Um livro de rigor e visão crítica
“Já participei em muitas festas de autarquias e não ouvi o presidente da Câmara de Terras de Bouro vir aqui dizer que fez rotundas e estradas” — começou por dizer o doutor Carvalho Guerra, ao apresentar o livro de Agostinho Moura (“Memórias geresianas”). Depois sustentou que o autor é uma pessoa de rigor, carácter, inteligência e visão crítica”, que se notabilizou na luta pela elevação do Gerês a vila. O livro apresenta factos, feitos, figuras e biografias humanas de centenas de pessoas e instituições, para além de falar das caçadas, do Hospital Termal, dos lugares da Serra, mas Carvalho Guerra destaca a “forma como descreve a vida das pessoas nas duas épocas do ano (termal e invernosa).
Agostinho Moura lembra a chegada da energia eléctrica ao Gerês, há 103 anos, por iniciativa de um alemão, a presença da Guarda Fiscal durante 108 anos e diversas figuras típicas que marcam a vida dos geresianos, como o Zé Serralheiro, e os principais melhoramentos.
Fonte: Correio do Minho, em 21-10-2011

“O Gerês é uma das minhas fontes de inspiração”

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011.

Luzia Ferreira Teixeira, pintora de Saim: “O Gerês é uma das minhas fontes de inspiração”

Publicamos a entrevista feita por José Guimarães Antunes à artista terrabourense, Luzia Ferreira Teixeira. Lembramos que amanhã, dia do Município, será inaugurada no Centro de Animação Termal do Gerês a exposição desta pintora, intitulada “Paradoxos…Senda da Luz”.
Eis a entrevista:
Luzia Ferreira Teixeira, “Lucy Bream”, nasceu em 1965 em Saim, freguesia de Chorense, numa altura em que não havia luz eléctrica e estrada. Saim era um lugar isolado e humilde. Todas os seus habitantes para se deslocarem a Chorense ou à vila faziam-no por maus caminhos e a pé.
Luzia, a mais nova de seis irmãos, nasceu muito frágil o que obrigou a cuidados intensivos em Vieira do Minho e em Guimarães. Aos cinco anos, já restabelecida e afeiçoada à “família adoptiva”, o seu pai permitiu que ficasse mais algum tempo em Guimarães. Como este veio a falecer, acabou por ficar definitivamente na “Cidade Berço”, onde reside actualmente.

Desde tenra idade que Luzia despertou para as artes. No ensino primário, revela já o gosto pelas palavras e o encanto pelas cores.
Aos 14 anos, na Escola de Belas Artes Santiago, na Árvore - Escola Artística e Profissional, Lucy Bream começou a dominar as técnicas, os materiais e a enfrentar os críticos.
Esta talentosa artista plástica terrabourense foi crescendo e a sua obra também. A prová-lo estão as dezenas de exposições individuais e colectivas realizadas, na última década, em território nacional e no estrangeiro, nomeadamente no Luxemburgo, França e Itália.
Em 2008, expõe em St. Arnolt en Yvelines em França e jamais esquecerá a emoção quando leu numa placa Terras de Bouro. “Foi como um bálsamo para a alma”, sendo esta a exposição que mais a marcou. “Foi um evento que eu considerei um passo de dois mil quilómetros”.
Para Luzia Ferreira Teixeira, com o nome artístico de solteira Lucy Bream, tudo lhe serve de motivo para uma observação atenta e pormenorizada. No seu dia a dia, depara-se com quadros únicos que a convidam a fazer uma pausa e a contemplar o belo. Prefere os percursos calmos e serenos. Confessa-se à reportagem do jornal “Geresão” uma amante do Gerês e de Terras de Bouro, principalmente das paisagens naturais que lhe servem de inspiração para muitas das suas criações.
Com residência e ateliê em Guimarães, Lucy Bream que se orgulha de ser terrabourense, utiliza materiais com técnicas de artes plásticas, num estilo muito próprio, na pintura, na escultura, em ilustrações e nas artes decorativas. Geresão: Terras de Bouro foi a terra que a viu nascer, conservando aqui fortes raízes. Fale-nos de que forma vai mantendo as suas raízes.
Lucy Bream: Sempre me encantei por este “paraíso” e tenho um enorme orgulho em ser terrabourense, mesmo sendo um concelho pequenino. Não foi muito fácil manter os laços e visitar o meu lar assiduamente porque depois dos meus irmãos casarem e saírem da terra a minha mãe também acabou por partir e vive, actualmente, em Vila Verde. Do património da minha família pouco conhecia, nem sabia o que existia, mas queria ter aqui “um pedaço de terra”. Assim, de 1993 a 1997, fui adquirindo terrenos perto do lugar de Saim para os quais tenho, num futuro próximo, planos. Também tudo aquilo que vier a herdar da família, pretendo conservar.
Sempre que me é possível, visito os familiares que residem em Saim e em Chorense, com quem vou mantendo um grande afecto, comparecendo a eventos familiares e sociais do concelho.
Em 2003, solicitei à Autarquia que me disponibilizasse um espaço para a realização de um evento, que só veio a ser facultado em Julho de 2006, no Centro de Animação Termal do Gerês. Como queria apresentar temas do nosso concelho, precisei de fazer um estudo detalhado sobre o nosso povo, as suas origens, os usos e costumes. Surgiu, então, a coleção de pintura e escultura “Gerês – Terras de Bouro, Paraíso Minhoto”, que esteve patente ao público até final do ano de 2006, no Hotel Universal no Gerês. Posteriormente, em 2007, esta exposição esteve patente no Centro Cívico de Paços de Ferreira, em Guimarães e em Lisboa, divulgando a nossa terra juntamente com as brochuras e os livros que a Autarquia me facultou.
Em 2008 e 2009, a convite do Município de Terras de Bouro, participei, no âmbito da geminação, com obras da mesma coleção em exposições coletivas no salão Colombier em St. Arnoult en Yvelines em França. Lá, deixei três obras que estão expostas nos paços desse município francês. Também elaborei um “Brasão da Geminação” com três exemplares, para os dois municípios. Apesar de residir em Guimarães, tenho feito parte das famílias de acolhimento desta geminação.
Finalmente, para melhor “descobrir Terras de Bouro”, sempre que possível, participo em atividades e eventos socioculturais do concelho.
Geresão: É uma amante da natureza. De que forma o Gerês e Terras de Bouro têm inspirado a sua criação artística?
Lucy Bream: Onde quer que eu esteja encanto-me com o meio envolvente, desde que este seja genuíno, enigmático, sublime e natural. O Gerês e Terras de Bouro são uma das minhas grandes fontes de inspiração. É algo que não tem descrição, mas apenas pode ser sentido por quem o viva. É como uma necessidade de regressar às origens, de ir beber água à “fonte”, renovar-me com o ar da serra, perder-me no tempo e saborear ao pormenor cada detalhe.Geresão: A sua pintura pode ser feita em óleo, óleo pastel, acrílico, guache, aguarela e outros materiais, (sobre tela, cartão, MDF e outros suportes). Qual é o tipo de pintura e o suporte que mais prefere?
Lucy Bream: Sem dúvida que prefiro o clássico artístico: óleo sobre tela, óleo pastel ou aguarela sobre cartão. Mas, a polivalência e a inovação, também são muito importantes.
Geresão: Pinta, faz escultura e decoração. Qual destas formas de representação prefere?
Lucy Bream: Se posso sonhar, logo posso representar através das cores e das palavras, deixando-me envolver inconscientemente na capacidade transcendente e comunicativa do sonho. Só desta forma consigo ultrapassar a perceção tradicional da realidade obtendo significados inesperados. Por isso, todas estas formas de representação são importantes.
Geresão: Como define a sua criação e a sua obra?
Lucy Bream: Não sou seguidora de nenhuma corrente artística, apesar de ter tendências surrealistas. No entanto, reconheço-me em Salvador Dali e Max Ernst, pela tendência em agrupar objectos reais ou imaginários, usando técnicas e materiais de uma forma mesmo ilógica, contrariando muitas das teorias clássicas.
A minha criação tem um estilo próprio com o qual me identifico e, por isso, posso representar imagens naturais com realismo, em estilo figurativo, abstraccionismo ou abstracção geométrica. Crio em qualquer estilo ou técnica com a mesma satisfação. Nunca me preocupo muito se os críticos vão ou não reconhecer um estilo em determinada obra. O importante é o propósito, a realização pessoal, a minha satisfação e a satisfação daqueles que apreciam o meu trabalho.
Geresão: Afirmou, na sua última exposição, que «Paradoxos… Senda da Luz» - “É uma exposição voltada para a criança que existe dentro de nós”. Com esta afirmação pretende dizer que nesta exposição privilegia, nomeadamente a descoberta, a simplicidade, a curiosidade tão próprias da criança?
Lucy Bream: Pretendo conduzir o observador a deixar libertar a criança que existe dentro de si, pela admiração e expansão de uma paz interior, num ambiente tanto de muito boa luz como em total escuridão. Vivenciar isto é algo que só é capaz quem interiorizar um espírito próprio de uma criança.Geresão: Nesta sua última exposição realizada em Guimarães, os presidentes das entidades acolhedoras discursaram com a luz apagada, para que se pudesse observar “uma exposição de pintura na escuridão”. Explique-nos de que forma é possível observar pintura na escuridão.
Lucy Bream: Inicialmente, experimentei esta técnica inédita, contrariando todos os conceitos clássicos, na obra «Enigma Nocturno» que expus em 2006, no Hotel Universal no Gerês, seguida de outras exposições, até mesmo em França.
Na inauguração da minha última exposição, revelei a técnica e o “enigma”. Senti que maravilhei os presentes e constatei que quem assiste e observa este resultado fica fascinado, principalmente pela ideia de observar uma pintura em total escuridão.
Naturalmente que pretendo lançar esse desafio na inauguração oficial prevista para este mês, no Auditório do Centro de Animação Termal, e em qualquer outro espaço onde posteriormente vá expor, desde que as instalações e o ambiente mo permitam.
Geresão: Expõe, desde 2007, na Galeria das Juntas de Freguesia da Cidade de Guimarães (S. Paio, S. Sebastião e Oliveira do Castelo) sendo a única artista com convite para uma exposição efectiva anual, como agradecimento pelos trabalhos sociais prestados à comunidade. Que trabalhos tem prestado à comunidade?
Lucy Bream: Tenho apoiado trabalhos sociais da comunidade dos quais destaco o apoio ao associativismo sem fins lucrativos e ao voluntariado e, ainda, as acções pontuais na angariação de fundos para instituições sociais. No entanto, gosto de participar principalmente em tudo aquilo que permite fazer sorrir e dê alegria ao rosto de uma criança.Geresão: Uma das suas últimas criações é uma tela - ilustração para a capa de um livro da sua autoria, um conto infantil e poético. Fale-nos um pouco sobre este seu projecto.
Lucy Bream: Dediquei o conto «Ondina e Olimar» ao meu pai, António Ferreira, pelo centenário do seu nascimento. Este projecto é um conto infantil poético personificado com seres protectores da Natureza. Ondina é um ser lendário. Olimar é um ser extraterrestre que, do seu pequeno planeta, vê a Terra como um lugar maravilhoso e ideal para se viver.
Para a ilustração, escolhi dois colaboradores, o Axel, de treze anos – de St. Arnoult en Yvelines, e a Raquel, de quinze anos, que além de fazerem parte do público a quem me dirijo têm grande potencial artístico. Estamos os três a trabalhar nas ilustrações deste projecto. Tenciono dobrá-lo em francês para que possa ser publicado em França.
Geresão: Quando a conotação extrapola o senso comum, ou seja a lógica, estamos perante um paradoxo. De que forma as suas telas harmonizam paradoxos?
Lucy Bream: Nas obras que seleccionei para esta exposição, de um modo ou de outro verificam-se “paradoxos”. Numa delas, por exemplo, observamos uma cabana na floresta, num prado com cavalos, que em determinadas condições e em simultâneo, é o luar sobre um rio assombrado. No entanto o tema é "Serra, minha mulher" e representa «Um amor e uma cabana - garranos no Gerês.».
“Senda da Luz” não é somente “caminho da luz”. Nem mesmo pelo facto da observação das obras ser possível tanto na claridade como na escuridão. Uma obra é como um livro, onde qual cada qual poderá ler aquilo que bem entender.Geresão: Os artistas em Portugal são reconhecidos e acarinhados? E em Guimarães?
Lucy Bream: O artista vale por aquilo que que é. Ser artista em Portugal, seja qual for a área, é um desafio e uma luta constante. Em Guimarães, que se está a preparar para ser em 2012 a Capital Europeia da Cultura, divulga-se e apoia-se a cultura importada. Pouco se reconhece e não se valorizam os artistas da terra, embora estes tenham qualidade e sejam bastante acarinhados pelo público.
Geresão: Das vezes que esteve em Terras de Bouro, nomeadamente no Centro de Animação Termal do Gerês e na Feira Mostra (em 2010) o que sentiu?
Lucy Bream: Senti-me em casa entre conterrâneos e familiares. No entanto, quando estive em 2006 no Centro de Animação Termal, não fui tão acarinhada, nem me senti tão cativada como na Feira Mostra de 2010. Reconheço que em 2010 a minha obra estava mais divulgada, pois já tinha feito um percurso considerável no concelho.
Geresão: Considera-se uma mulher perseverante que luta e trabalha para vencer e para ajudar os outros?
Lucy Bream: Sim, considero-me uma mulher celta-buriense, muito persistente, que luta e trabalha para sobreviver, vencer e, dentro do possível, para ajudar os outros.
Geresão: Terras de Bouro é um concelho que está em desertificação. Que palavras de esperança deixa aos terrabourenses, nomeadamente aos jovens?
Lucy Bream: É importante preservar as nossas origens. Se não formos nós a gostar da nossa terra, quem gostará?
Se a terra onde nascemos ou vivemos não tem a qualidade de vida que aspiramos, está nas mãos de cada um de nós torná-la melhor.
Fonte: Geresão, em 19-10-2011